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O que é alopecia?

A alopecia ou calvície é uma condição inflamatória relacionada à queda de cabelos ou pelos, seja ela transitória ou definitiva. Ela pode acontecer de forma local, regional ou mesmo total.1

Normalmente, afeta mais homens. Isso porque a perda dos cabelos está ligada à presença dos hormônios sexuais masculinos, como a testosterona. Como esse hormônio existe em menor quantidade nas mulheres, elas são menos impactadas pela calvície.1

Por ter mais de uma causa, a alopecia é classificada em vários tipos. Os tipos mais comuns são a alopecia areata e a alopecia androgenética. A alopecia areata, por exemplo, afeta até 2% da população.1

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Quais os tipos de alopecia?

Conheça os principais tipos de alopecia:1-5 

Alopecia androgenética

É causada por uma predisposição genética associada à maior produção de testosterona. Como ativa os receptores de andrógenos excessivamente, diminui a fase de crescimento do cabelo, gerando folículos mais finos.1, 2

Alopecia areata

Trata-se da perda repentina do cabelo, geralmente apresentando falhas circulares. As causas são desconhecidas. Contudo, acredita-se que esteja relacionada à predisposição genética, doenças autoimunes e alterações na tireoide.1, 3

Alopecia de tração

Na alopecia de tração, os sintomas são a vermelhidão no couro cabeludo, caroços e descamação. É provocada por penteados apertados, como rabos de cavalo e coques, que danificam os fios. Por isso, tende a ser mais comum em mulheres.4

Alopecia seborreica

Causada por uma dermatite seborreica, também traz sinais como coceira, vermelhidão e descamação do couro cabeludo.5 

​Qual é a causa da alopecia?

​​​Como abordamos anteriormente, as causas se diferenciam de acordo com o tipo de alopecia. Algumas das ​situações que provocam a condição são:1

  • Alterações hormonais;​​
  • Alterações na tireoide;​​
  • Hereditariedade;​​
  • Doenças autoimunes, como lúpus e vitiligo;​
  • ​​​Infecções provocadas por bactérias ou fungos;​​
  • ​​​Micose no couro cabeludo;​​
  • Deficiências nutricionais e carência de vitaminas, a exemplo da falta de proteína, ferro, zinco e biotina;​​
  • ​​​Uso de medicamentos;​​
  • ​​​Uso de produtos químicos inadequados;​​
  • ​​​Traumas na região capilar;​​ 
  • Ansiedade e estresse.​​

A predisposição genética é outro fator que contribui para a perda de cabelo. No caso das mulheres, a queda temporária dos cabelos ainda pode acontecer após cirurgias ou partos.1 ​​ 

Quais são os sintomas da alopecia?

Você já sabe os tipos, mas quais os sintomas da alopecia? Os principais sinais da condição incluem:1, 6

  • Perda de cabelo excessiva: superior a 100 fios por dia (podem ser encontrados no travesseiro, na lavagem do cabelo, ao pentear e passar a mão);
  • Áreas com pouco ou nenhum cabelo ou pelo: pode ser visto no couro cabeludo e na barba;
  • Fios de cabelo mais finos e menos resistentes;
  • Fios ralos e curtos na margem do couro cabeludo. 

Dependendo do tipo de alopecia, você pode ter outros sintomas. Vermelhidão no couro cabeludo, descamação da pele, coceira na área afetada e sensação de queimação são alguns dos sinais que também podem aparecer.4-6

Como é feito o diagnóstico de alopecia?

E como saber se tenho alopecia? O diagnóstico é feito pelo dermatologista, que vai analisar seu couro cabeludo e sua pele em um exame.1, 6

Para confirmar a condição, o especialista ainda pode coletar fios ou amostras do couro cabeludo, uma vez que isso vai ajudar a identificar a causa da alopecia e, consequentemente, o tipo.1, 6

Como os tratamentos diferem conforme o tipo, é importante detectar a causa da alopecia. Dessa maneira, ao saber o tipo, o dermatologista pode recomendar o melhor tratamento para cada caso e diminuir a queda de cabelo.1, 6

Quais são os exames para o diagnóstico da alopecia?

Existem diversos testes para diagnosticar a alopecia. Os mais comuns incluem:6 

  • História clínica e exame físico: o dermatologista faz perguntas sobre a história médica do paciente e de sua família e seus cuidados capilares. Ele também analisa o couro cabeludo e outros locais que podem ser impactados pela queda de cabelo.
  • Tricoscopia: um dispositivo especializado avalia os folículos e o couro cabeludo, fornecendo imagens detalhadas e identificando eventuais anomalias. 
    Biópsia do couro cabeludo: O dermatologista retira uma pequena amostra do couro cabeludo para analisar no laboratório. Com esse teste, pode detectar a alopecia e suas causas.
  • Exames de sangue: são recomendados para ver se os níveis de nutrientes e hormônios estão normais ou se estão provocando a queda de cabelo. O teste dos hormônios tiroidianos, a análise da ferritina e o teste de vitamina D normalmente são analisados. 

Além disso, existem outros métodos disponíveis, como os testes de cabelo e tração. O dermatologista poderá orientar quais exames são adequados para investigar cada caso.6

Confira os ​​mitos e verdades sobre a queda de cabelo

Impactos da alopecia

​​A alopecia pode impactar tanto a vida pessoal quanto a profissional. Afinal, a condição pode influenciar na saúde mental e em fatores emocionais.7, 8

​​Aspectos psicológicos

​A depressão e a ansiedade não só podem ser causadoras da alopecia como também podem ser sintomas provocados pela doença. Um estudo apontou que esses pacientes podem desenvolver outros sintomas, como raiva, isolamento social, baixa autoestima e constrangimento. A prevalência desses sinais ao longo da vida foi de 66 a 74% dos casos.7, 8

Por outro lado, foi notada uma redução dos níveis de ansiedade e depressão em pacientes que realizaram algum tipo de tratamento para a queda de cabelo.8

Qualidade de vida

Uma pesquisa com pacientes com alopecia areata mostrou que os sintomas depressivos e ansiosos, provocados pela doença, podem contribuir para uma percepção pior da qualidade de vida. Em um questionário, esses pacientes indicaram um prejuízo no trabalho, nos relacionamentos, nas atividades de lazer, na autoestima e na autoimagem.7

Outro estudo também analisou como a condição contribui para uma queda significativa na produtividade e um declínio no desempenho do trabalho. Em média, houve uma diminuição de 25% na produtividade no trabalho e nas atividades diárias.8​​ 

Qual tipo de alopecia que tem cura?

Até o momento, não há uma cura para a alopecia. No entanto, existem alguns tratamentos que podem auxiliar no crescimento do cabelo. Essas opções estão disponíveis tanto para crianças quanto para adultos.9

Por isso, é fundamental buscar ajuda médica especializada. O dermatologista poderá recomendar a opção mais adequada dependendo do tipo de alopecia que o paciente apresenta.9

Para ser mais assertivo na indicação, o médico pode analisar como acontece sua queda de cabelo, qual é a gravidade do seu caso e se já testou outros métodos anteriormente.9

Um ponto ainda merece a atenção: se o tratamento indicado pelo profissional for interrompido, o crescimento dos novos cabelos também pode ser comprometido - e a queda pode se intensificar novamente.9

Como é feito o tratamento de alopecia?

Como falamos anteriormente, existem tratamentos que podem diminuir a perda de cabelo e amenizar as falhas. Veja os principais:1, 2, 3, 9

Remédios de uso oral

O dermatologista pode prescrever remédios orais que estimulem o crescimento do cabelo. No caso da alopecia androgenética, a medicação oral permanece como a primeira linha de tratamento.2

Medicamentos injetáveis

Em alguns casos mais avançados, o médico pode recomendar tratamentos injetáveis. Essa opção pode ser aconselhada para quem tem alopecia androgenética, mas é mais cara e apresenta uma resposta menor comparada aos remédios orais.2

Medicamentos tópicos

Os medicamentos aplicados diretamente na pele podem ser recomendados pelo especialista em casos de alopecia areata. Assim, a pessoa deve colocar o medicamento na região que teve perda de cabelo.3

Implante

O implante capilar retira cabelo ou pelo de outras áreas para transplantar nas regiões sem cabelo. Ele se apresenta como uma solução estética para quem tem falhas ou está calvo.1

Desmistificando a alopecia

​Assim como outras condições de saúde, a alopecia também é alvo de desinformações. Conheça as maiores fake news sobre a doença:1

​​​A queda de cabelo é permanente?

​A queda de cabelo pode ser permanente ou transitória dependendo do caso. Para definir isso, é fundamental procurar um dermatologista e realizar exames para detectar as causas da alopecia.1

​​​O estresse é a única causa da alopecia?

​Apesar de ser um dos causadores, o estresse não é o único causador da alopecia. A condição pode ser provocada por alterações hormonais, fatores hereditários, deficiências nutricionais, uso de medicamentos e produtos inadequados no cabelo e outros fatores.1

A partir deste momento, você sabe que é possível tratar e melhorar a alopecia. Leia outras dicas de ​​como prevenir a queda de cabelo clicando aqui

Referências Bibliográficas
  1. Biblioteca Virtual em Saúde - Ministério da Saúde. Alopecia (calvície, queda de cabelos). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/alopecia-queda-de-cabelos/. Acesso em: 29 jul. 2024.
  2. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Alopecia androgenética. Disponível em: https://www.sbd.org.br/alopecia-androgenetica-sociedade-brasileira-de-dermatologia-alerta-sobre-a-doenca-e-opcoes-de-tratamento/. Acesso em: 4 fev. 2025.
  3. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Alopecia areata. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/alopecia-areata/. Acesso em: 29 jul. 2024.
  4. Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Rio de Janeiro. Alopecia de tração. Disponível em: https://sbdrj.org.br/alopecia-de-tracao/. Acesso em: 4 fev. 2025.
  5. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Dermatite seborreica. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/dermatite-seborreica-2/. Acesso em: 4 fev. 2025.
  6. National Alopecia Areata Foundation (NAAF). Symptoms and Diagnosis. Disponível em: https://www.naaf.org/diagnosis/. Acesso em: 4 fev. 2025.
  7. Camalionte, L. G. et al. Frequência de sintomas de ansiedade e depressão, qualidade de vida e percepção da doença em portadores de alopecia areata. Revista Brasileira de Psicologia Hospitalar, v. 24, n. 2, p. 00-00, jul./dez. 2021. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/pdf/rsbph/v24n2/05.pdf. Acesso em: 27 ago. 2024.
  8. Gandhi, K. et al. The Association of Alopecia Areata-Related Emotional Symptoms with Work Productivity and Daily Activity Among Patients with Alopecia Areata. Dermatol Ther (Heidelb) 13, 285–298 (2023). Disponível em: https://doi.org/10.1007/s13555-022-00864-1. Acesso em: 27 ago. 2024.
  9. National Alopecia Areata Foundation (NAAF). Treating Alopecia Areata. Disponível em: https://www.naaf.org/alopecia-areata/alopecia-areata-treatments/. Acesso em: 4 fev. 2025.

PP-UNP-BRA-6017 - Março/2025